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domingo, 27 de dezembro de 2015

2016 - O seu livro do ano novo


Um ano é um livro mágico e especial, de 365 páginas, dividido em 12 capítulos que deve ser lido com muito cuidado. Pois, ao virar cada página, você só poderá contar com sua memória para resgatar o que aprendeu enquanto a lia. Não é possível voltar a determinada página depois de tê-la virado.Por essa razão, você precisa desfrutar de cada página, sem pressa. Deve relê-la no mínimo três vezes. E em cada uma dessas três vezes você deve se fazer três perguntas. Como a leitura desta página pode me ajudar a:
1. Cuidar melhor do meu corpo? Pense em tudo o que se relaciona à sua melhoria e satisfação física (alimentação, esporte, sexo, estética, etc).
2. Cuidar melhor da minha mente? Pense em tudo o que se relaciona à sua melhoria e satisfação intelectual e emocional (estudo, lazer, cultura, família, carreira, projetos pessoais, relacionamentos inter-pessoais, etc).
3. Cuidar melhor do meu espírito? Pense em tudo o que se relaciona ao seu aprimoramento espiritual (estudos filosóficos e religiosos, meditação, orações, etc).

Depois de responder a cada uma dessas perguntas enquanto lê a página do seu dia, você deverá atentar para algumas regrinhas básicas para tirar o melhor proveito desta leitura:


  • Não tenha pressa na sua leitura. Dose a sua energia na leitura de seu livro diário. Aprecie o caminho. A vontade é um tipo de energia que deve ser dosada e devidamente administrada. Quando começamos um projeto com muita vontade, ela se esgota com a empolgação; e acabamos desistindo logo.
  • Ao terminar cada capítulo, reflita sobre ele. Quando observamos como e para onde estamos indo, nossa fé se fortalece e nossa vontade se renova. Tudo aquilo que planejamos faz sentido e o que não é relevante, é descartado. O que tem de ser tem muita força. Quando você faz uma lista do que pretende fazer, no início do ano, e a analisa ao término do mesmo, fica frustrado porque se dá conta de que muita coisa não foi cumprida. Quando avaliamos cada conquista, ao final de cada mês, adaptamos nosso planejamento de acordo com as mudanças e mantemos nossas metas com maior rigor. Nossa dispersão diminui e nossa energia se renova. Capitalizamos as conquistas (o que nos fortifica), aprendemos com os erros (o que nos renova) e descartamos o que não importa (nos limpamos, tiramos o excesso. Ficamos mais leves e ágeis).
  • Pratique o que leu. De nada adianta teorizar a vida. Ela precisa ser vivida. Cem gramas de prática valem mais do que um quilo de teoria. Um dos grandes conflitos do homem moderno é conseguir colocar em prática toda a informação que recebe. Nossa cultura, repleta de informações, nos dispersa e estimula a prática de constantes reuniões e excessivas reflexões. O resultado são grupos de pessoas conectadas às mais diversas redes sociais, que falam rápido, pensam rápido e querem viver a vida de maneira alucinada num único respiro. Buscam avidamente estímulos rápidos e variados, que só fazem aumentar o enorme abismo existente em nossa alma. A satisfação imediata nos impede de degustar o que realmente importa, o explicito nos embota a imaginação e o “espírito de praticidade” nos afasta da vivência (fruto da verdadeira prática). Hoje vivemos no extremo entre a excessiva racionalidade e a fé cega, dogmática vazia de reflexão. Um dos livros mais sábios da humanidade foi escrito pelo poeta grego Hesíodo. Chama-se O trabalho e os dias, e nele o autor nos apresenta preciosas lições de como nos iluminarmos no nosso labor diário, vivendo cada momento como se fosse único, integrados em nosso meio, nosso eco-sistema. Nunca se falou tanto em ecologia e nunca estivemos tão desligados de nosso meio ambiente. Integrar corpo, mente e espírito, nesta ordem de prioridade é a verdadeira forma de se espiritualizar e viver um ano com plenitude e qualidade. O famoso Filósofo e Teólogo Jesuíta Teilhard de Chardin afirmou, certa vez, que: “Somos seres espirituais, vivendo uma experiência terrena, não o contrário.” É fácil alcançar o nirvana vivendo numa floresta, em constante retiro espiritual, ao lado de uma cachoeira e do canto dos pássaros. A verdadeira elevação do espírito deve existir no dia a dia, pagando contas e enfrentando o trânsito, sem se deixar abalar, no coração da tempestade. É preciso praticar, para que a mente e o espírito tenham o que depurar e refinar. O corpo age, a mente depura e o espírito refina.




Feliz ano novo e boa leitura do seu livro!
Emilio Gahma
www.emiliogahma.com.br

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Arriscar-se!




"Arriscar-se é tropeçar em si mesmo, sempre. E, há melhor maneira de dar de cara com a gente, pra colocar o papo em dia?"

A lógica costuma ajudar nessas horas. Basta, nesta tropeçada consigo mesmo, se perguntar:

- O que eu tenho, antes de me arriscar?
- Nada!
- E o que eu terei, se me arriscar e falhar?
- Nada!
- Então, o que eu perco, me arriscando?
- Nada!

Simples, né?

terça-feira, 7 de julho de 2015

O andar do Lobo Ferido (trecho)



E com o passar dos anos, ele aprendeu a combater os invejosos com elogios. Tentava enxergar, na mínima ação que fizessem, algum brilho revelador. Quase chegava a acreditar no valor daquilo que dizia. E continuava seu caminho, seguro e sereno. E, os invejosos o fitavam, crentes de que enxergavam um igual. Mas o sol, cruelmente sincero, projetava sua luz sobre todos, e sua sombra destacava-se, onde quer que se posicionasse, para se proteger das intrigas. Foi então que a noite chegou. E, perante a luz da lua cheia, ele percebeu que só lhe restava soltar seu poderoso uivo, que incomodava e ensurdecia os demais, gelando suas espinhas. Se a luz do sol evidenciava a sua sombra, a escuridão da noite a transformava num imenso manto.

Trecho do conto “O andar do Lobo ferido” - Extraído do meu livro “Crônicas dos espíritos da Terra”

Amar

 


Amar é sentir-se novamente uma criança
perdida em uma praia, 
de mãos dadas com outra
nenhuma certeza
só o mar, pela frente

É olhar para o lado e ver,
na outra criança, de iguais perguntas
só a certeza de segurar a sua mão
e mergulhar neste mar sem fundo
certa de que vai chegar

Amar é fé
infantil, e precisa
é saber que pode se sentar
e ver o por do sol
em silêncio

É ter mil anos
e poucos meses
de uma só vez
É poder respirar
com a cabeça no ombro

E paz
o coração batendo a mil
os dedos fincados na areia
em paz

sábado, 4 de julho de 2015

Como nasce uma piada



A gente nunca sabe com certeza como (ou onde) nasce uma piada (ou um boato), mas existe uma que eu tenho quase certeza que vi nascer, pelo contexto do fato. Trabalho com oratória desde 1993 e, apesar de trabalhar muito com um público corporativo, também tenho o público religioso como um dos meus principais nichos (tenho, inclusive, um livro publicado pelas paulinas sobre o assunto). Em alguns períodos, sou convidado a ministrar cursos em alguns seminários e Faculdades católicas, pelo país. Foi numa dessas ocasiões que fui convidado pelo Seminário de Santo Afonso, em Aparecida (SP), para um curso de final de semana, para uma turma de seminaristas. Lá eu conheci o Padre Hilton Furlani (esse aí da foto), que hoje está com 86 anos de idade, e nunca perdeu seu bom humor. Sei disso porque, apesar de não vê-lo há anos, sempre tenho notícias dele. O Padre Furlani, durante o jantar, me contou um dos seus divertidos "causos":
- Professor, o Senhor deve ter percebido que aqui, na entrada do nosso Seminário, temos uma pequena estrada de paralelepípedos. Pois bem, eu ainda era um jovem seminarista quando um candidato a prefeito veio aqui, fazer campanha; e durante o discurso, fez uma promessa: "Eu tenho fé, vocês têm fé, e com as nossas fezes, nós vamos paralelepipeidar este seminário!"
É claro que todos caímos na gargalhada. E eu passei a contar este "causo" em alguns dos meus cursos, para ilustrar alguns tipos broncos de oradores populistas que existem por aí (na sua maioria, políticos).
Outro dia, em um programa humorístico, na TV, um comediante soltou uma piada, onde dizia: "Eu tenho fé, vocês têm fé. E, com as nossas fezes..." E, parou por aí.
A piada até que funcionou, mas, com o "paralelepipeidar", é impagável!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Sobre a certeza

Existem pessoas que não percebem a riqueza da dúvida porque andam embriagadas com a pobreza da falsa certeza. Aquele que realmente possui a certeza, nunca para de descobrir as novas faces da verdade. Surpreende-se como uma criança, que nunca deixa de emocionar-se espontaneamente.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

MEU FILOSOFAR DE HOJE



"A maior honestidade que um homem pode ter é para consigo mesmo. Esse tipo de honestidade é a mais rara e difícil de ser alcançada, pois nunca somos a mesma pessoa, estamos sempre mudando, a cada momento somos um novo alguém. Então, ser honesto com quem? Como, se cada novo eu que surge está sempre sendo enganado pelas ideias e tramóias de um eu que já não existe?"

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Lençois, amantes e ácaros



Uma pesquisa (veja no link, anexo: http://www.bbc.com/…/cienc…/story/2005/01/050118_asmag.shtml) apontou que camas dessarrumadas possuem menos ácaros do que as perfeitinhas; contrariando o nosso perfeito senso de organização. Mas, a resposta é simples: camas arrumadas não possuem o suor dos amantes, os gritos sufocados na noite ou os gemidos trêmulos da carne. Ácaros gostam do suor frio dos solitários, das mãos geladas dos limpinhos e da baba dos chorões de travesseiros. Ácaros são velhos e embolorados, como as camas pouco usadas. Mantenha suas cobertas em desalinho! Nas dobras dos lençois ecoam os sons da noite passada, como se reverberassem pelos túneis de uma imensa caverna. Feliz dia dos namorados!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

No colo de Gaya


E quando a falsa certeza
endurecer meu coração
que a minha natureza,
embusteira, diga não
Que a verdade saia
E eu adormeça, sereno,
no colo de Gaya 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Passado, presente e futuro




Se é verdade que no reino do absoluto, não existe presente, passado ou futuro, vivo neste absoluto. Agora, já! Ó tempo, senhor de todos os recortes da lembrança, fortalece o meu passado com gratidão, para que eu continue forte hoje, neste presente respirar. Para que meu peito, aberto e sedento, se encha com todas as possibilidades do vir a ser!

terça-feira, 2 de junho de 2015



O grito (kiai) deve ser surpreendente, deve vir do âmago, pois está liberando uma energia de ataque. Uma vez que este ataque vem em forma de som, assusta o inimigo e o deixa desprotegido por alguns instantes. Cada pessoa tem o seu próprio kiai, e ele é tão pessoal, quanto uma impressão digital. Um lutador que desejar desenvolvê-lo, precisa fazê-lo brotar, arrancá-lo, de suas entranhas.
Não se ensina um kiai, mas ele pode ser aprendido. Um professor pode orientar, conduzir, o aluno a pesquisar o seu próprio grito. Mas, se tentar ensiná-lo, o resultado será catastrófico. Seu aluno, certamente, cometerá o grave erro de tentar imitá-lo, aprendendo apenas uma forma vazia e estereotipada. O tiro sairá pela culatra. Quando se utiliza um kiai, estando apenas na forma, vazia de energia, ele não provoca qualquer efeito no adversário. Ao contrário, acaba alertando-o sobre o movimento do ataque e o deixa prevenido, facilitando a sua defesa.
O kiai deve ser surpreendente até para quem o emprega, ou então não deve ser usado. Se o lutador não sentir que vai surpreender, é melhor que ele ataque calado.

Trecho extraído de meu livro "Quem teme perder, já está vencido" (Lições aprendidas em uma academia de artes marciais, que podem ser úteis em vários setores de nossa vida) 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Brasas adormecidas



“De vez em quando uma lembrança vem, e nos pega desprevenidos. E, quando vem acompanhada de uma revelação, nos deixa mais surpresos do que curiosos.
Uma lembrança é como uma brasa que ainda arde em silêncio. Vez por outra jogamos água sobre ela; mas, logo em seguida, vem o coração e espera ela secar, para atear-lhe fogo, novamente.”

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Amanhecer

Busquei por todos os cantos
um canto sobre a manhã
uma ode ao amanhecer
que dignificasse um sonoro bom dia
nada encontrei


E, pela janela eu vi
o sol nascendo silencioso
belo, deslumbrante, poderoso
e entendi


No canto do mundo
estava o poema
Na luz da manhã, estava o verso
e, no silêncio profundo
revelação

domingo, 10 de maio de 2015

Dia das mães

Beber a água, mas nunca esquecer da fonte!
Honrar os ancestrais!
Agradecer, sempre! Agradecer!
Agradecer à Deus, pela mãe que eu ganhei de presente.
Agradecer a ela, por ter me gerado com tanto amor.
Agradecer!
O dia é dela, mas eu sou o agraciado.
Gratidão!